Quando a mente decide não correr
mais que o coração, a alma se acalma e se junta ao corpo, deixando transparecer
a nobreza do desejo, da sinceridade, da vontade que é carne e amor na mesma medida. A lembrança de sua cor foi capaz de
acalentar mais uma noite fria que passei sozinha, pois seus passos deixam
traços e sua hora ainda não passou. Tem olhar que rouba o olhar da gente, mão que
marca, homem que vira flor. Tem coração sem gênero que se apaixona, é feliz, e
pronto, ponto.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Dói viver correndo
Imagine correr pelas estradas
deixando para trás um amor. Não um grande amor – um amor comum, desses que
trocamos a cada dois anos. Eu sou contra grandes amores; eles não existem, e se
existissem seriam chatos demais. Para o amor ser bom, ele precisa ser fresco e
brisa. E se você deixa para trás aquele amor que imaginou lá no começo, ele automaticamente
se tornará algo grandioso e digno de
saudade. Daí imagine correr pelas estradas deixando para trás um simples amor... A dor virá do mesmo jeito!
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Cinco de amor
Já são vinte trocas de estações
de um sentimento que envolve saudade, ciúme, raiva e espera, sendo a espera um
espelho da falta de coragem e da existência de uma eterna esperança. Foram quatro
estações de paixão imatura. Seis estações de frustração e tentativa de
esquecimento. Cinco estações de raiva e distância, e mais cinco o buscando como amante. Talvez a
ordem não importe tanto agora, momento em que assumo ter vivido à espera de ser
selvagem ao seu lado, gritando aos quatro cantos do mundo que todos os
obstáculos não foram suficientes para diminuir aquele mar de vontades que me
afoga toda vez que perco mais uma batalha sem lutar. Porque você pra mim é
batalha infindável, na qual sempre entro sem espada e sem escudo. Não busco
armas e nem assumo meu posto nas lutas. Apenas me deixo levar, afinal, são
muitos os números, não gosto de guerra, a soma é complicada, os adversários são
profissionais, não tenho afinidade com matemática, minto para o mundo, você não
gosta de mim... Ou talvez até goste, mas sabe que precisa de gente corajosa ao seu
lado.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Amando todo o mundo
Quando
sua casa era meu descanso, sua roupa me aquecia e seu riso me confortava, eu
era mais segura. Mas a segurança que eu tinha em nós custava minha liberdade.
Nas vezes em que repousava em
teu peito para dormir, sorria com a certeza de estar apaixonada. Ah, e como era bom
ser amada pelos quatro ventos e aos quatro cantos!
Mas hoje prefiro me amar. E a parte de mim que amo, ama amar o mundo todo!
terça-feira, 23 de abril de 2013
Que ama a paixão
Talvez o álcool me baste, infle meu ego a ponto de me fazer sair sorrindo, arriscando passos ousados para cima de quem um dia me fez viver o lado mais amargo e pitoresco de mim. Encano com minha paixão doentia pelo amor amado, lastimado, desenfreado. Pela minha paixão precoce por aquele moço que me encantou pela forma como respirava. Pela minha paixão falsa por quem de verdade me amava. Pela minha paixão triste que ainda existe por eu não saber como largá-la. Porque sentimento a gente sabe que é bom quando dói e inspira na mesma proporção. Distorço uma música e escrevo sobre um romance antigo para entorpecer a realidade da menina eternamente insatisfeita. Cruzo lembranças e acabo sempre parando na porta de sua casa, implorando por aquela colher de chá de mel que me acalma só até o começo da semana. Depois começa tudo de novo, coração apertado dentro do peito que dói clamando por reciprocidade, declarações livres, poesias e promessas.
domingo, 7 de abril de 2013
Confissão II
Ai de mim se você se for, se decidir sair assim, voando, para ir de encontro ao seu mundo e me largar. Ai de mim se lhe perco sem motivo e sem vantagem, ou por culpa dos caminhos tortos que insistem em me desviar. Sei que sou errante. Mas sei mais ainda que é em você que o meu amor mora agora.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Corra
Corra. Porque a hora chega e seu sonho pode lhe alcançar. Corra. Porque ser feliz não lhe basta, você precisa chorar, dormir e acordar chorando para a tristeza lhe ocupar. O mundo pouco sabe que seu pranto não é mel, é cachoeira tranquila que deságua quando sozinha. Você é foto, é frio, é fim. Não cabe numa história porque não sabe contar.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Eu peço
Já pedi numa carta, para soar mais legítimo,
Já pedi em sussurros, numa espécie de oração
Mas, fugiu de mim,
Escapou assim, numa contradição
Talvez por medo,
Ou por desilusão.
Não sei, só sei que não quis,
Não quer meu coração.
Já pedi em sussurros, numa espécie de oração
Mas, fugiu de mim,
Escapou assim, numa contradição
Talvez por medo,
Ou por desilusão.
Não sei, só sei que não quis,
Não quer meu coração.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Tanto queria
Queria dançar aquela música com quem não dancei,
Conhecer as pessoas que não conheci,
Pedir que ficasse quem permiti que partisse,
Pedir que partisse quem permiti que ficasse.
Queria sair na foto que não saí.
Queria viajar quando decidi ficar.
Queria dizer sim quando disse que não,
Que não queria estar aqui.
Eu quero, amor
Quero um pedaço de ti. Um pedaço quente e aconchegante que eu
possa carregar sempre comigo.
E quero estar sempre contigo, em um caminho longo, confuso e florido que
muitos chamam de amor.
Quero te chamar de amor.
Quero te chamar de amor.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Quando um poeta exagera nas palavras
Quando um poeta exagera nas palavras
É que está freando na paixão.
Não por medo,
Poetas nunca temem se entregar.
Veneram o sofrimento.
É que está freando na paixão.
Não por medo,
Poetas nunca temem se entregar.
Veneram o sofrimento.
Quando um poeta freia na paixão
É para ter tempo de exagerar nas palavras,
E encontrar um novo motivo,
É para ter tempo de exagerar nas palavras,
E encontrar um novo motivo,
Inventar um tom de vermelho,
Criar um drama
E guardar fôlego para seguir em frente,
Criar um drama
E guardar fôlego para seguir em frente,
Com uma mesma ou com uma diferente...
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Irei poemar
Como posso lhe deixar assim, sem me declarar e sem árduas e mentirosas promessas de sublime paixão? Mais uma vez me mando para o mar tendo que me entregar para a água salgada navegando só. Minha solidão combina com a cor pálida da concha mais gasta e com o voo da garça mais sedenta por liberdade. É que o seu sorriso combina com o tom da minha pele e o contorno dos seus lábios se encaixa na curva turva do meu pescoço. Então como posso lhe deixar assim, se partes de nossos corpos quentes estarão dramaticamente distantes ao ponto de que tudo para mim deverá se transformar em poesia? Irei poemar para me livrar do desassossego que não quero chamar por saudade, para me lembrar que da estrada eu sou e que cada minuto distante renderão dez de eternidade.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Uma dúvida, um medo
Medo do seu olhar que eu não sei se me trai, que me atrai de
forma tão voraz e ao mesmo tempo me afasta. Me afasta de medo. Me afasta do medo. Falta pouco p'ro amor chegar?
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Cantarolar
Quando passo a noite em soluços é porque faltam versos para me inspirar. Falta cor, falta colo, falta um motivo para eu me pintar. E quando eu me pinto, fico tão feliz com a beleza da pintura que começo cantarolar. E a noite se completa com o meu canto.
Quando passo a noite em soluços, é porque faltam braços para me aconchegar. Falta toque, falta tato, falta um motivo para eu me perfumar. E quando eu me perfumo, fico tão feliz com a doçura do meu perfume que começo cantarolar. E a noite se completa com o meu canto.
Quando passo a noite em soluços, é porque faltam braços para me aconchegar. Falta toque, falta tato, falta um motivo para eu me perfumar. E quando eu me perfumo, fico tão feliz com a doçura do meu perfume que começo cantarolar. E a noite se completa com o meu canto.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Pedido
Venha,
Mas venha depressa,
Que o meu coração trôpego
Não sabe esperar.
Se quer ir devagar,
Não me verá tão linda,
Jogada em seus braços
Permitindo-me amar.
Venha logo.
Mas venha depressa,
Que o meu coração trôpego
Não sabe esperar.
Se quer ir devagar,
Não me verá tão linda,
Jogada em seus braços
Permitindo-me amar.
Venha logo.
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