quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Pedido


Venha,
Mas venha depressa,
Que o meu coração trôpego
Não sabe esperar.
Se quer ir devagar,
Não me verá tão linda,
Jogada em seus braços
Permitindo-me amar.
Venha logo.

sábado, 22 de setembro de 2012

Confissão

Veja que estou lúcida
E que a lucidez me encanta.
Medo, pesar.
Veja que a minha intenção
Razão, cor e tato
É tingir teus lábios
Tocar teu peito
Ter teu tato.
Eu te gosto, e é feito paixão
Ávida e doce.
Não omito, porque quero.
Provei, e confesso
Não me foi árduo trair para te ter.
Agora, quero amar.
Amar-te.
Cuidar-te.
Cobrir-te de amor livre.

Aceitando

Saudade nasce e crava.
Dói.
Dor pouco amena.
Fui procurar a mesma esquina,
Estacionar na mesma rua,
Dormir na mesma porta.
Encontrei-me no mesmo passado,
Isolada.
Sozinha na casa, na sala, na cama.
A voz agora é cética,
O riso, sedutor.
Mas a dor,
Que rasgava e oprimia,
Rasga e oprime.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Como ontem


Ela, tão ingênua, com tristes histórias passadas que nem sequer podem ser contadas, pequena que se diz poeta, com vontade de correr, ser livre, queimando asfaltos e deixando saudade, disse que fica se você pedir, e promete sussurrar versos nos seus ouvidos durante as tardes ensolaradas e lhe dar calor nas noites frias, com as doses de amor necessárias para selar os momentos, que, sem tardar, serão desfeitos sem juras e sem promessas.

domingo, 29 de julho de 2012

Explicando


A saudade nunca é a mesma. Ela muda conforme a brisa da paixão, ora esperando por um novo afago de amor, ora querendo o momento que já passou.

E veja bem, meu bem. Quando digo que sinto saudade eu anulo o tempo, simplesmente para não me desesperar no pequeno espaço que soa como eternidade.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Amor não se escolhe


Naquela noite o sino já havia tocado. As pernas ainda estavam descobertas e se podia sentir o chão gelado quando os pés escorregavam. O ar era sereno e a música era a de sempre. Nada de raça ou credo, apenas a cumplicidade pairava sobre o entrelace das mãos. Jovens, despreocupados e ímpares, disfarçando suspiros. Porém, inteiramente pares. Tudo o que não poderiam ser.

(Re)começando


Tá, você me convenceu.
É que me fez lembrar dos versos. Tão inversos e controversos que nem deveriam existir.
E me fez lembrar também do prazer carregado de amor e necessidade que cada frase contém. Eu sei, soa estranho sair por aí confessando que escrever nos é uma simples necessidade. Ou então, num encontro, contar que você “gosta de escrever”. A pessoa te olha estranho, dá um sorriso amarelo, faz um comentário qualquer pensando nas cartas que vai receber se continuar te dando trela e solta a pergunta: “mas o que você escreve ? 

E é difícil achar uma resposta. Principalmente uma que não lhe faça parecer idiota.

E hoje as pessoas têm medo de receber cartas.
Talvez elas sejam muito íntimas e invasoras. Ou aparentem ser ingênuas e românticas demais. Afinal, são entregues em papel e escritas à mão, não em Arial tamanho 12. 
Enfim...

O lero todo é pra dizer que o Palavras Empatadas voltou.